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domingo, 4 de março de 2012

Sou um saudoso ex dono de um Jeep Willys ano 66, seis cilindros de três marchas a frente. Minha vida foi marcada por esse ícone, pois foi o primeiro carro da família, lembro como se fosse hoje meu pai pondo na garagem aquele Jeep sem cor certa, com a tapeçaria e a capota original meio estragada, porém não deixou de chamar minha atenção, dei uma volta em torno dele olhando todos os detalhes. Apartir dai passei a me tornar
um fã daquele carro.
Foi no Jeep Willys que hoje é de uma categoria de veículos 4X4 a qual chamamos CJ (significa Jeep civil) que aprendi a dirigir aos 15 anos, meu pai já havia feito algumas melhorias mas ainda havia uma grande folga na barra de direção que causava dificuldades até aos motoristas mais experientes.

Algum tempo depois, quando tirei a carteira de habilitação começei a realmente usufruir dos benefícios de ter um Jeep em casa, mais ou menos nessa época fizemos uma reforma geral no guerreiro. Foram feitos serviço de lanternagem, pintura, elétrica e mecânica, meu pai não desistiu até conseguir encontrar a transmissão 4X4 automática AVM, era uma coisa extraordinária a caixa de marcha toda nova com uma transmissão que não precisava descer do carro para girar um “botão” no cubo da roda, era só tracionar através de duas pequenas marchas que ficavam do lado do câmbio e curtir a força e o som do motor seis cilindros e toda emoção que o conjunto poderia proporcionar.
Quando tomei conhecimento dos limites da máquina, realmente passei a explorar todas as possibilidades do carro, mas no início enquanto testava até onde poderia exigir cheguei a queimar a junta do cabeçote, não precisa falar que levei um grande susto pensando que havia “batido” o motor. Nesta época já estávamos com o Jeep pintado na cor verde escuro, estofamento original inclusive com a bancada traseira, portas e capotas novas originais e os pneus eram os lameiros.

Hoje não temos mais o Jeep mas ficaram momentos inesquecíveis guardados em fotos e na lembrança daqueles que tiveram a oportunidade de participar de passeios e aventuras no “guerreiro”, entre eles posso citar uma das primeiras experiências, em um fim de semana que fomos passear na praia de Genipabú conhecida pela belas dunas, assim que saimos da estrada com piçarro entramos na transição desta com a areia da praia onde trafegava muitos bugres que levam os turistas para passear nas dunas, a areia estava muito espalhada então o Jeep acabou ficando atolado, neste momento percebi que os bugueiros que estavam no local começaram a olhar e alguns a debochar da situação, demorei um pouco para conseguir tracionar por quê a caixa de marcha estava bem “justa” pois havia pouco tempo que tinhamos feito revisão, quando conseguiu coloquei a segunda marcha e o “guerreiro” simplesmente saiu do atoleiro em um “pulo”, fiquei maravilhado e percebi que a platéia também ficou surpresa com o comportamento do Jeep pois ele estava cepado na areia como falam por aqui.
Encontrei este endereço que mostra a linha do tempo na evolução dos modelos Jeep.

Bem vou finalizando este post, em breve iremos continuar a falar sobre Jeeps, até mais.
JEEP (uso geral) - ‘use sem moderação e extrapole na emoção!’

Um comentário:

  1. Lembramos sempre com muito carinho do Jeep verde e com ar de curiosidade, pois adoraria saber por onde trafega aquele valente percursor.
    Tenho boas lembranças daquela época. Nao poderia deixar de citar o dia que andamos a noite nos morros de Candelária. Foi divertido e assustador pois achava que o piloto nao conhecia o traçado. Viva o Guerreiro Verde.

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